Músicas, textos e tudo o mais que trazem consigo mensagens de paz e amor estarão sempre na moda. Na verdade, são coisas boas de se ouvir, mas às vezes paro pra pensar que na nossa mente frases do tipo "Não precisamos de mais guerra, vamos semear o amor" ou "Be the Love Generation" parecem estar distantes e apenas direcionadas para crimes, assassinatos, países em conflito, ou coisas do tipo; mas não parecem tão voltadas ao nosso dia-a-dia.
Talvez seja preciso compreender que conflitos nessa escala muitas vezes são reflexos de pequenas realidades que vivemos diariamente. É o micro se refletindo no macro. Exemplo disso é a nossa tendência de julgar e apontar para os outros sem tentarmos entender se há um porquê para a pessoa agir da maneira que age. Claro que certos caminhos vêm de escolha própria e outros podem ser evitados por uma decisão do indivíduo, mas às vezes as pessoas adquirem defeitos e uma personalidade deturpada porque as circunstâncias da sua vida o impuseram a isso e não houve uma pessoa que estendesse a mão para ajudá-lo a mudar. Quando se trata de personalidade dos outros, nós geralmente apontamos para a consequência e não buscamos a causa.
Essa pequena tendência se reflete até nos sistemas da sociedade. Sabe-se que violência e criminalidade não são somente causas, mas principalmente consequências de diversos problemas sociais(falta de Educação e etc). Entretanto, o Estado continua a investir prioritariamente em policiamento como a solução para esmagar estas questões, deixando de compreender que apenas bater na consequência é uma medida paleativa e não uma solução. Desde Canudos fazem isso. Mas sem dúvidas na maioria das vezes é mais simples e menos trabalhoso apontar ou ir direto na consequência, sem buscar a causa. Mais fácil colocar todos para se dirigirem e combaterem os efeitos como causa. Essa mentalidade do Estado não é algo distante, é apenas um reflexo dessa tendência que possuímos.
Na verdade, é preciso repensar nossa perspectiva quanto àquilo que nos parece distante, tais como o direcionamento das mensagens de paz ou até mesmo a forma de agir do governo. Que entendamos que eles podem ser apenas o micro do nosso dia-a-dia se refletindo no macro da sociedade. E que assim compreendamos que mudanças no coletivo se iniciam com o homem que está diante de nós no espelho. Que possamos dizer a ele para mudar os seus modos e que nos esforcemos para que ele o faça.
sábado, 20 de novembro de 2010
quarta-feira, 21 de julho de 2010
A Crítica da Sanidade
No início do século XVI, Erasmo de Rotterdam escreve a obra "O Elogio da Loucura". Rotterdam dizia que ao longo da História grandes mudanças ocorreram inspiradas em atos de loucura. Diziam na época que ele era um verdadeiro louco, mas hoje vejo que a loucura que ele possuía era ser racional em épocas de tanto obscurantismo. Em outras palavras, para ele o mundo mudava quando o homem parava de ter uma visão motivada apenas por emoções e tradições e enxergava a realidade utilizando o pensamento racional.
Querendo ou não, todos nós somos seres sinestésicos, ou seja, gostamos do prazer físico, sensorial, como advindos do paladar, tato e etc. Como os valores morais são construídos exatamente para dar limites à essa noção, às vezes as pessoas passam uma rasteira na moralidade e vivem um momento de amoralidade, em que tudo parece ser permitido, tal como as presentes gerações parecem estar sendo moldadas. É fácil ver que esse pode ser um caminho cego, porque essa busca frenética por prazer leva à uma certa embriaguez, e ao se "embriagar", perde-se a capacidade de continuar usufruindo de um prazer.
É possível ver isso no dia-a-dia. Comer é algo extremamente prazeroso. Entretanto, se comermos demais ficamos empazinados e não podemos comer mais, às vezes até criamos uma aversão à comida. Ou então vemos com bebida. As pessoas bebem porque isso lhes traz prazer, mas podem beber demais e ficar bêbadas. Além do vexame e do constrangimento social que pode ser a embriaguez, a pessoa não pode beber mais. Perde-se a capacidade de usufruir do prazer. É o que acontece com a sexualidade hoje em dia. Esse assunto vem sendo tratado de maneira tão aberta que acaba surgindo o problema da banalização. A relação sexual é qualquer coisa e com qualquer pessoa, perdendo a magia.
Talvez a História tenha que se repetir nos nossos dias, na qual a loucura de ser racional substitua a "sanidade" que vivemos, gerando mudanças sociais novamente. Que possamos substituir filosofias vazias de apenas "Don't worry, be Happy" pela compreensão de que princípios e valores morais são uma extrema prioridade, pois o ser humano com uma liberdade sem limites acaba vivendo um momento de libertinagem, e isso não é ser racional. Sendo assim, tenhamos cuidado para não vivermos guiados por impulsos e sentimentos, mas saibamos que é preciso fazer julgamentos utilizando o pensamento, que nos é privilégio.
Querendo ou não, todos nós somos seres sinestésicos, ou seja, gostamos do prazer físico, sensorial, como advindos do paladar, tato e etc. Como os valores morais são construídos exatamente para dar limites à essa noção, às vezes as pessoas passam uma rasteira na moralidade e vivem um momento de amoralidade, em que tudo parece ser permitido, tal como as presentes gerações parecem estar sendo moldadas. É fácil ver que esse pode ser um caminho cego, porque essa busca frenética por prazer leva à uma certa embriaguez, e ao se "embriagar", perde-se a capacidade de continuar usufruindo de um prazer.
É possível ver isso no dia-a-dia. Comer é algo extremamente prazeroso. Entretanto, se comermos demais ficamos empazinados e não podemos comer mais, às vezes até criamos uma aversão à comida. Ou então vemos com bebida. As pessoas bebem porque isso lhes traz prazer, mas podem beber demais e ficar bêbadas. Além do vexame e do constrangimento social que pode ser a embriaguez, a pessoa não pode beber mais. Perde-se a capacidade de usufruir do prazer. É o que acontece com a sexualidade hoje em dia. Esse assunto vem sendo tratado de maneira tão aberta que acaba surgindo o problema da banalização. A relação sexual é qualquer coisa e com qualquer pessoa, perdendo a magia.
Talvez a História tenha que se repetir nos nossos dias, na qual a loucura de ser racional substitua a "sanidade" que vivemos, gerando mudanças sociais novamente. Que possamos substituir filosofias vazias de apenas "Don't worry, be Happy" pela compreensão de que princípios e valores morais são uma extrema prioridade, pois o ser humano com uma liberdade sem limites acaba vivendo um momento de libertinagem, e isso não é ser racional. Sendo assim, tenhamos cuidado para não vivermos guiados por impulsos e sentimentos, mas saibamos que é preciso fazer julgamentos utilizando o pensamento, que nos é privilégio.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Forever Young
A Humanidade sempre esteve diante da eventualidade que é o nascimento. Sem ter escolhas, apenas nascemos em um local, numa família e num determinado período. Não escolhemos nascer em um país livre e pacífico ou numa família privilegiada, mas apenas surgimos e crescemos. Enquanto somos crianças o nosso mundo é o mundo, mas ao nos tornamos jovens isso geralmente muda. Como não temos muitas responsabilidades e temos contato com exemplos inspiradores, histórias e discursos que geram em nós sonhos e aspirações, passamos a querer transformar a realidade do mundo.
Entretanto, conforme o tempo passa, vemos que nem todos nos tornamos militantes ativos desses sonhos de gerar completas transformações sociais. Os caminhos que seguimos são diversos. Alguns se acomodam dando apenas importância aos projetos pessoais, mínima parte realmente escolhe carreiras que participarão ativamente da transformação da sociedade, e outros que, apesar de construírem suas próprias vidas, se deixaram ser moldados pelas boas oportunidades oferecidas pelas suas histórias, refletindo hoje virtudes e boas atitudes nos seus meios sociais.
Apesar de essa ser a verdade, as críticas sobre o mundo ou a realidade que vivemos continuam a ser eternas modas, pois geralmente aqueles que pouco fazem tendem a assumir o fácil papel de muito criticarem. Mas é preciso compreender que o tipo de pessoa que estamos nos tornando tem importância, tem consequências. Entender que para termos mais amanhã precisamos ser mais hoje. Perceber que generosidade não é expressa apenas em conceder suprimentos materiais mas em oferecer aquilo que está ao nosso alcance, seja isso tempo, perdão, amor ou até mesmo tolerância.
Que, de tempos em tempos, tenhamos um momento de sinceridade e reflexão no âmago do nosso ser, onde nos perguntemos: o que espero colher com o que tenho semeado? Quais as consequências das minhas atitudes e escolhas? Tenho sonhado apenas com o sucesso pessoal e esquecido pessoas que necessitam? E assim, que possamos continuar jovens na nossa mente, sempre alimentando sonhos e almejando grandes coisas. Contudo, reconheçamos e honremos aquilo que nos foi concedido, nunca esquecendo a fundamental idéia de que as nossas ambições nunca devem sobrepor o nosso sentimento de gratidão.
Entretanto, conforme o tempo passa, vemos que nem todos nos tornamos militantes ativos desses sonhos de gerar completas transformações sociais. Os caminhos que seguimos são diversos. Alguns se acomodam dando apenas importância aos projetos pessoais, mínima parte realmente escolhe carreiras que participarão ativamente da transformação da sociedade, e outros que, apesar de construírem suas próprias vidas, se deixaram ser moldados pelas boas oportunidades oferecidas pelas suas histórias, refletindo hoje virtudes e boas atitudes nos seus meios sociais.
Apesar de essa ser a verdade, as críticas sobre o mundo ou a realidade que vivemos continuam a ser eternas modas, pois geralmente aqueles que pouco fazem tendem a assumir o fácil papel de muito criticarem. Mas é preciso compreender que o tipo de pessoa que estamos nos tornando tem importância, tem consequências. Entender que para termos mais amanhã precisamos ser mais hoje. Perceber que generosidade não é expressa apenas em conceder suprimentos materiais mas em oferecer aquilo que está ao nosso alcance, seja isso tempo, perdão, amor ou até mesmo tolerância.
Que, de tempos em tempos, tenhamos um momento de sinceridade e reflexão no âmago do nosso ser, onde nos perguntemos: o que espero colher com o que tenho semeado? Quais as consequências das minhas atitudes e escolhas? Tenho sonhado apenas com o sucesso pessoal e esquecido pessoas que necessitam? E assim, que possamos continuar jovens na nossa mente, sempre alimentando sonhos e almejando grandes coisas. Contudo, reconheçamos e honremos aquilo que nos foi concedido, nunca esquecendo a fundamental idéia de que as nossas ambições nunca devem sobrepor o nosso sentimento de gratidão.
terça-feira, 2 de março de 2010
O Ciclo do Retrocesso
Brasileiros, americanos, europeus, negros, asiáticos. Seres tão semelhantes, mas ao mesmo tempo tão distintos. Todos vivendo debaixo do mesmo céu, mas possuindo horizontes tão diferentes. Apesar de seguirmos o mesmo padrão de estrutura biológica (claro que com suas diferenças e exceções), aquilo que acreditamos foge inteiramente à essa regra. Não há um modelo preestabelecido ou qualquer influência genética quando nos referimos às nossas crenças. É verdade que a história de uma família ou povo, os seus costumes e a sua tradição cultural realmente contribuem para a forma como as pessoas irão conceber suas convicções e pensamentos, mas essa formação não é algo que já estamos predispostos a seguir.
Apesar de nascermos em meio a um pequeno planeta imerso num gigantesco universo, é incrível como as realidades sociais ao nosso redor nos envolvem de tal forma que constantemente acreditamos que o nosso mundo, o nosso horizonte, é a inteira realidade. Alguns meios sociais influenciam de maneira tão sutil que acabamos esquecendo nossa capacidade de fazer julgamentos, e sem ela os maiores absurdos se tornam aceitáveis, aquilo que antes fugia ao nosso bom senso parece ser o mais normal e as verdadeiras loucuras são tratadas como exemplos genuínos de lucidez. Viver num pequeno mundo julgando-o como grandioso foi o que limitou o ser humano por longos mil anos de Idade Média, quando viviam em pequenos feudos acreditando ser aquele um grande universo; e ainda é triste como essa idéia ainda se repete nas mentes de diversas pessoas.
Como Platão ensina no Mito da Caverna, o problema está em ficarmos presos apenas ao nosso horizonte e não querermos nos libertar daquilo que nos prende a ele. E realmente viver em ignorância é o mais fácil, pois sair daquela velha comodidade exige esforço, o que pra muitos não é algo que valha a pena. Mas é preciso abrir mão do orgulho e saber abraçar a humildade, reconhecendo que cada pessoa tem algo a nos ensinar, seja direta ou indiretamente. E assim como diria Jesus: não se põe vinho novo em odres velhos, mas o vinho novo deve ser posto em odres novos.
Portanto, renovemos a nossa mente e transformemos aquilo podemos mudar em nós mesmos e nos outros.
Apesar de nascermos em meio a um pequeno planeta imerso num gigantesco universo, é incrível como as realidades sociais ao nosso redor nos envolvem de tal forma que constantemente acreditamos que o nosso mundo, o nosso horizonte, é a inteira realidade. Alguns meios sociais influenciam de maneira tão sutil que acabamos esquecendo nossa capacidade de fazer julgamentos, e sem ela os maiores absurdos se tornam aceitáveis, aquilo que antes fugia ao nosso bom senso parece ser o mais normal e as verdadeiras loucuras são tratadas como exemplos genuínos de lucidez. Viver num pequeno mundo julgando-o como grandioso foi o que limitou o ser humano por longos mil anos de Idade Média, quando viviam em pequenos feudos acreditando ser aquele um grande universo; e ainda é triste como essa idéia ainda se repete nas mentes de diversas pessoas.
Como Platão ensina no Mito da Caverna, o problema está em ficarmos presos apenas ao nosso horizonte e não querermos nos libertar daquilo que nos prende a ele. E realmente viver em ignorância é o mais fácil, pois sair daquela velha comodidade exige esforço, o que pra muitos não é algo que valha a pena. Mas é preciso abrir mão do orgulho e saber abraçar a humildade, reconhecendo que cada pessoa tem algo a nos ensinar, seja direta ou indiretamente. E assim como diria Jesus: não se põe vinho novo em odres velhos, mas o vinho novo deve ser posto em odres novos.
Portanto, renovemos a nossa mente e transformemos aquilo podemos mudar em nós mesmos e nos outros.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Living and learning...
Uma vez meu professor de sociologia do segundo ano colegial disse que o ser humano era um ser necessariamente gregário (que anda acompanhado, em bando). Fiquei pensando sobre aquilo e cheguei à conclusão de que era só mais uma baboseira que vinha daquele professor, o que não era novidade, porque ele nem era mesmo tão bom. Mas esses dias assisti o filme Amor sem Escalas, que, apesar de não ser um filmão, te faz refletir sobre as etapas da vida e tal; e aí voltei a pensar sobre isso.
Pensei como chega uma época na vida que é praticamente inevitável a necessidade de se constituir uma família própria. Acho que numa determinada idade fica estranho você seguir os seus caminhos sem ter alguém ao seu lado, alguém construindo paralelamente uma vida contigo. Antigamente achava que era muito fácil sair debaixo das asas dos pais e então ter uma vida sozinho, de boa, sem ter a necessidade de casamento, filhos ou coisa parecida. Mas hoje percebo que há tempo pra tudo, que a nossa vida é como um quebra-cabeça, onde cada peça deve ser encaixada no momento certo e da maneira certa (putz... que metáfora clichê). Talvez sejamos mesmo gregários por natureza, não necessariamente gregários, porque tem muita gente que vive sem seguir essa regra, mas grande parte de nós, seres humanos, nos sentimos bem tendo alguém ao lado.
Tudo isso também me faz pensar sobre outra coisa: o quanto mudamos. Quando estamos vivendo na mudança ou vivendo a própria mudança nem percebemos diferenças, mas ao olhar, sei lá, de uns três anos até o hoje vemos o quanto mudamos. Também percebi quanto as pessoas que conhecemos têm papel determinante nessas mudanças. Tiro isso por mim mesmo. Nesses últimos anos, conheci pessoas maravilhosas, desde incríveis professores a simples colegas de sala, os quais me fizeram mudar minha maneira de pensar sobre quase tudo, ver a vida por um novo prisma e até mesmo adquirir valores.
Pensei como chega uma época na vida que é praticamente inevitável a necessidade de se constituir uma família própria. Acho que numa determinada idade fica estranho você seguir os seus caminhos sem ter alguém ao seu lado, alguém construindo paralelamente uma vida contigo. Antigamente achava que era muito fácil sair debaixo das asas dos pais e então ter uma vida sozinho, de boa, sem ter a necessidade de casamento, filhos ou coisa parecida. Mas hoje percebo que há tempo pra tudo, que a nossa vida é como um quebra-cabeça, onde cada peça deve ser encaixada no momento certo e da maneira certa (putz... que metáfora clichê). Talvez sejamos mesmo gregários por natureza, não necessariamente gregários, porque tem muita gente que vive sem seguir essa regra, mas grande parte de nós, seres humanos, nos sentimos bem tendo alguém ao lado.
Tudo isso também me faz pensar sobre outra coisa: o quanto mudamos. Quando estamos vivendo na mudança ou vivendo a própria mudança nem percebemos diferenças, mas ao olhar, sei lá, de uns três anos até o hoje vemos o quanto mudamos. Também percebi quanto as pessoas que conhecemos têm papel determinante nessas mudanças. Tiro isso por mim mesmo. Nesses últimos anos, conheci pessoas maravilhosas, desde incríveis professores a simples colegas de sala, os quais me fizeram mudar minha maneira de pensar sobre quase tudo, ver a vida por um novo prisma e até mesmo adquirir valores.
sábado, 23 de janeiro de 2010
The Freaking Pursuit of Happiness
Alguns antigos egípcios acreditavam que quando as pessoas morriam elas se encontravam com os deuses e eles lhes faziam duas perguntas, que eram: Você encontrou felicidade em sua vida? e A sua vida trouxe felicidade a outros? Perguntas que parecem bem simples, mas que levam a rever um bocado de coisa e até mesmo uns conceitos que parecem verdades absolutas, como, por exemplo, a nossa velha mania de julgar a felicidade de outrem.
Quem somos nós para julgarmos se o outro é feliz ou não partindo apenas do nosso ponto de vista? É tão comum ouvir: "Não entendo como essas pessoas podem ser felizes desse jeito." ou "Fulano não é feliz, olha o tanto de coisa que o cara não faz!". Essas são frases tão comuns que nem percebemos a relatividade desse julgamento.
Viajo pro interior nas férias. Lá posso ver pessoas que vivem extremamente bem e super felizes apenas porque não lhes faltam comida e uma casa pra guardá-las. É impressionante como passam o dia na porta de casa jogando conversa fora ou apenas observando tudo, e ainda assim conseguem viver super de bem com a vida. Nessas horas me pego exatamente com essas frases tão comuns e vejo como elas não se encaixam.
Percebi que não podemos julgar a felicidade do outro a partir dos nossos padrões de felicidade, até porque não existe um modelo preestabelecido daquilo que faz o ser humano ser feliz. É verdade que existem coisas que são comuns à diversas pessoas, mas ainda assim não é possível fazermos um julgamento tão relativo como esse. Para uns é a fé que possuem, para outros é sair curtindo festas e encher a cara, é estar junto à família ou amigos, é viajar mundo afora e por aí vai. Acredito fielmente que a existência foi feita para ser aproveitada, mas não de uma maneira premeditada, dizendo que aproveitar a vida é isso ou aquilo. E é claro que essa felicidade que possuímos não deve ser egoísta, mas deve ser vivida de uma forma que não venha prejudicar aos nossos semelhantes. E é aí que volto às perguntas egípcias e o quanto elas trazem consigo uma boa reflexão a partir da mais pura simplicidade.
Você possui felicidade em sua vida?
A sua vida traz felicidade a outros?
Quem somos nós para julgarmos se o outro é feliz ou não partindo apenas do nosso ponto de vista? É tão comum ouvir: "Não entendo como essas pessoas podem ser felizes desse jeito." ou "Fulano não é feliz, olha o tanto de coisa que o cara não faz!". Essas são frases tão comuns que nem percebemos a relatividade desse julgamento.
Viajo pro interior nas férias. Lá posso ver pessoas que vivem extremamente bem e super felizes apenas porque não lhes faltam comida e uma casa pra guardá-las. É impressionante como passam o dia na porta de casa jogando conversa fora ou apenas observando tudo, e ainda assim conseguem viver super de bem com a vida. Nessas horas me pego exatamente com essas frases tão comuns e vejo como elas não se encaixam.
Percebi que não podemos julgar a felicidade do outro a partir dos nossos padrões de felicidade, até porque não existe um modelo preestabelecido daquilo que faz o ser humano ser feliz. É verdade que existem coisas que são comuns à diversas pessoas, mas ainda assim não é possível fazermos um julgamento tão relativo como esse. Para uns é a fé que possuem, para outros é sair curtindo festas e encher a cara, é estar junto à família ou amigos, é viajar mundo afora e por aí vai. Acredito fielmente que a existência foi feita para ser aproveitada, mas não de uma maneira premeditada, dizendo que aproveitar a vida é isso ou aquilo. E é claro que essa felicidade que possuímos não deve ser egoísta, mas deve ser vivida de uma forma que não venha prejudicar aos nossos semelhantes. E é aí que volto às perguntas egípcias e o quanto elas trazem consigo uma boa reflexão a partir da mais pura simplicidade.
Você possui felicidade em sua vida?
A sua vida traz felicidade a outros?
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Wake up to Reality
Human society has always been and will always be changing. New ideas emerge, new styles appear and new ways to see reality are formed in each generation. It is easy to see that when we look at the styles and trends of our parents' generation and how they look ridiculous and even absurd to us today. But this is not something new. What's really interesting is the fact that we can be part of this change, and this should generate a subtle sense of responsibility within us.
We may not see it, but the world we live in and what we see today is the way it is because of the way that the generations that came before us acted and reacted to their time on earth, how they responded to what the reality threw at them. So subtly we are responsible for our moment here. Sometimes we get so caught up in what happened yesterday and we focus so much on what is going to happen tomorrow, that we often let this moment pass us by. But we have to open our eyes and understand that regardless of age or social role, we have responsibilities over the reality around us. Directly or indirectly, someday this reality will influence our lives.
Thinking about that, it bothers me to see people who have their youth based only on the thought: "Let us live this moment and enjoy it to the fullest, because what stories will you have to tell your children and grandchildren? ". And with that in mind, the idea is just live your normal life and always keep in mind the coming “freedom moment”. Of course we should enjoy and have time to enjoy, but spending the entire youth with this as your main goal can be such a waste. This is the age we have more energy, motivation and opportunities before us, so the main goal should be to use that to build a big life project, something worth remembering. I do not know about you, but I would totally prefer that my children look at my past and see dignity and a legacy to inspire them, rather than just crazy things I did with my friends.
So, do not change your individuality for the uniformity of the crowd, taking for granted the collective thought that young people live just for enjoyment. Learn that the future will be written according to the way we respond to the moment we have before us. Everyone is born at the time they must be born, and each one of us is responsible for the legacy that we will leave here. This moment is all we have. So ask yourself today:
What have you built so far?
Are you an example to be followed or do you at least inspire someone with your life?
We may not see it, but the world we live in and what we see today is the way it is because of the way that the generations that came before us acted and reacted to their time on earth, how they responded to what the reality threw at them. So subtly we are responsible for our moment here. Sometimes we get so caught up in what happened yesterday and we focus so much on what is going to happen tomorrow, that we often let this moment pass us by. But we have to open our eyes and understand that regardless of age or social role, we have responsibilities over the reality around us. Directly or indirectly, someday this reality will influence our lives.
Thinking about that, it bothers me to see people who have their youth based only on the thought: "Let us live this moment and enjoy it to the fullest, because what stories will you have to tell your children and grandchildren? ". And with that in mind, the idea is just live your normal life and always keep in mind the coming “freedom moment”. Of course we should enjoy and have time to enjoy, but spending the entire youth with this as your main goal can be such a waste. This is the age we have more energy, motivation and opportunities before us, so the main goal should be to use that to build a big life project, something worth remembering. I do not know about you, but I would totally prefer that my children look at my past and see dignity and a legacy to inspire them, rather than just crazy things I did with my friends.
So, do not change your individuality for the uniformity of the crowd, taking for granted the collective thought that young people live just for enjoyment. Learn that the future will be written according to the way we respond to the moment we have before us. Everyone is born at the time they must be born, and each one of us is responsible for the legacy that we will leave here. This moment is all we have. So ask yourself today:
What have you built so far?
Are you an example to be followed or do you at least inspire someone with your life?
Free will
Free will. An old concept, essential and familiar to everyone. The ability to make decisions freely and then generate good or bad consequences is the raw material of life and the world we live in today. However, I see that people do not understand or do not know that sometimes certain decisions are required, and they only opt for passivity and waiting. I think this is to use free will without the proper knowledge and the consequences of this can be extremely harmful.
An example is the eternal passions. I know several people who fell in love and for some reason did not end up together or were separated. Many of them have something in common: a feeling that remains. They believe that time will erase it and their role is just passively wait for this to occur, but often it does not. Some feelings that we have are forgotten only if we choose to forget. It is an active role, because unless you do not decide to forget with all your heart, you will continue to feed these emotions voluntarily or even involuntarily, and sometimes you will maintain a hope that something will happen between you and this person in the future. If you really want to get rid of that feeling, take an active role to decide to forget because your actions will be directed to forget and you will not feed this feeling.
This also applies to bad experiences or frustrations with people. Deciding to forget certain experiences or resentment is an active role in which time should not play a big part. If we just wait on time to try and fix the issue, we are only prolonging the problem instead of mending the wound. If we have not played an active role in forgetting this bad experience, the wounds are sure to be ripped open again when something occurs that reminds of it or if we see the person who was involved. The problem is not in having bad experiences, but letting them have a hold on our life or our way of being. You cannot change your past but your past can change you if you allow it.
So use your free will to make decisions. Choose to forget passions without a future, frustrations and resentments. Decide to forgive and be free from your past wounds. Our life is made up of choices. When we take a step forward, inevitably we leave something behind us. So leave behind what harms you and walk into the future and meet new people. And may you always remember that while we are still holding on to our past, our arms are not free to embrace the present.
An example is the eternal passions. I know several people who fell in love and for some reason did not end up together or were separated. Many of them have something in common: a feeling that remains. They believe that time will erase it and their role is just passively wait for this to occur, but often it does not. Some feelings that we have are forgotten only if we choose to forget. It is an active role, because unless you do not decide to forget with all your heart, you will continue to feed these emotions voluntarily or even involuntarily, and sometimes you will maintain a hope that something will happen between you and this person in the future. If you really want to get rid of that feeling, take an active role to decide to forget because your actions will be directed to forget and you will not feed this feeling.
This also applies to bad experiences or frustrations with people. Deciding to forget certain experiences or resentment is an active role in which time should not play a big part. If we just wait on time to try and fix the issue, we are only prolonging the problem instead of mending the wound. If we have not played an active role in forgetting this bad experience, the wounds are sure to be ripped open again when something occurs that reminds of it or if we see the person who was involved. The problem is not in having bad experiences, but letting them have a hold on our life or our way of being. You cannot change your past but your past can change you if you allow it.
So use your free will to make decisions. Choose to forget passions without a future, frustrations and resentments. Decide to forgive and be free from your past wounds. Our life is made up of choices. When we take a step forward, inevitably we leave something behind us. So leave behind what harms you and walk into the future and meet new people. And may you always remember that while we are still holding on to our past, our arms are not free to embrace the present.
Masked Actors' Stage
Facebook, Twitter, Formspring, MSN. Creative ideas and big revolutions, which have become so popular in our generation that is rare to know someone who does not have an account in one of these. The fact is they all induce you to sell an image and promote your own life and personality to other people; which can be a good or a bad thing. Good because the good things you learn or live can be easily seen by people who you would like to reach, but a problem can rise when it becomes something out of your control.
I did not used to see, but now I realize that it is very common to see people around me who excessively appreciate the fact of being seen and recognized. So they end up doing almost everything with the intention of being noticed and praised. They do things always with the intention of receiving applause by the spectacle they make of their own lives. The problem is that when this happens, the person may come to depend on people watching him, and when there are no admirers in his audience, a certain desperation takes hold. Living in a way that our attitudes do not have the intention of bringing self-satisfaction reveals a certain identity crisis, because there will be a void when you look at yourself and try to understand why you are doing certain things and where is your essence.
In addition, our true character is revealed in the dark, away from the gaze of others, where we prove to ourselves who we really are. We need to look inside ourselves and recognize the values and principles that are noble enough to bring value to ourselves, because as we value ourselves we start to respect ourselves. After we have done that, we demand those who are around to respect us. We cannot require reverence of others when we do not recognize the value we have. The nobility inside is the seed for the harvest of respect outside.
So may we live on the stage of life as protagonists of our own existence. But may we clean our faces, being ever faithful and honest in front of the audience who will be with us for the rest of our lives: ourselves.
I did not used to see, but now I realize that it is very common to see people around me who excessively appreciate the fact of being seen and recognized. So they end up doing almost everything with the intention of being noticed and praised. They do things always with the intention of receiving applause by the spectacle they make of their own lives. The problem is that when this happens, the person may come to depend on people watching him, and when there are no admirers in his audience, a certain desperation takes hold. Living in a way that our attitudes do not have the intention of bringing self-satisfaction reveals a certain identity crisis, because there will be a void when you look at yourself and try to understand why you are doing certain things and where is your essence.
In addition, our true character is revealed in the dark, away from the gaze of others, where we prove to ourselves who we really are. We need to look inside ourselves and recognize the values and principles that are noble enough to bring value to ourselves, because as we value ourselves we start to respect ourselves. After we have done that, we demand those who are around to respect us. We cannot require reverence of others when we do not recognize the value we have. The nobility inside is the seed for the harvest of respect outside.
So may we live on the stage of life as protagonists of our own existence. But may we clean our faces, being ever faithful and honest in front of the audience who will be with us for the rest of our lives: ourselves.
Seeds and Fruits
New year, new goals. End of the year and I am already hearing people saying that 2010 was not the year they expected and that the targets were not met. Of course we do not have everything under our control, but often the lack of success can come because of our own decisions. To me, 2010 was the year of the greatest achievements of my life. It was the year of harvest of fruits produced by seeds planted in 2009 and several years past, regarding to study and relationships.
Because of that I realize 2011 and subsequent years are not predestined to be good, but they are waiting for our decisions and choices. Generally, where you are today is a reflection of your decisions. It is very common to blame the lack of opportunities, but often they come, and because our decision of not prepare ourselves, we cannot embrace them. This year, choose not to waste the opportunities that arise. If you have intelligent people at your disposal, extract as much knowledge as possible. If you have moments with friends, extract the greatest joys and form the best memories. If you meet unique people, form eternal bonds.
In addition, I realized something else: time does not play the role of offering wisdom or life experience, but if offers circumstances in which we can use to acquire this wisdom. Experience is not what happens to a person, but what he will do with what happens to him. That's why you see so many adults immature and unprepared to exercise their citizenship, their social function and their role as a parent. If you think life will teach you how to live and that your role is simply wait passively for that to happen, wake up to reality.
With all that, I hope this year we can come to understand that harvests come because of seeds. Do not expect 2011 to be a good year, make it good. Plant seeds and wait for the fruits. May you also accept the responsibility of your decisions, because usually you harvest what you sowed. Learn that not all the seeds will produce the fruits that they should, but get used to it. In our eyes, life is not fair, and the sooner you understand this the better. If you expect 2011 to be a different year, start It differently.
Because of that I realize 2011 and subsequent years are not predestined to be good, but they are waiting for our decisions and choices. Generally, where you are today is a reflection of your decisions. It is very common to blame the lack of opportunities, but often they come, and because our decision of not prepare ourselves, we cannot embrace them. This year, choose not to waste the opportunities that arise. If you have intelligent people at your disposal, extract as much knowledge as possible. If you have moments with friends, extract the greatest joys and form the best memories. If you meet unique people, form eternal bonds.
In addition, I realized something else: time does not play the role of offering wisdom or life experience, but if offers circumstances in which we can use to acquire this wisdom. Experience is not what happens to a person, but what he will do with what happens to him. That's why you see so many adults immature and unprepared to exercise their citizenship, their social function and their role as a parent. If you think life will teach you how to live and that your role is simply wait passively for that to happen, wake up to reality.
With all that, I hope this year we can come to understand that harvests come because of seeds. Do not expect 2011 to be a good year, make it good. Plant seeds and wait for the fruits. May you also accept the responsibility of your decisions, because usually you harvest what you sowed. Learn that not all the seeds will produce the fruits that they should, but get used to it. In our eyes, life is not fair, and the sooner you understand this the better. If you expect 2011 to be a different year, start It differently.
A boa e velha humildade...
Se tem uma coisa que eu aprendi foi a idéia de que todo auge é a porta de entrada da decadência. Por isso nunca é bom achar que chegou no seu auge nem que você já sabe tudo, porque o seu próximo passo é a queda. Fora que isso ainda é uma atitude de humildade, e essa talvez seja uma das maiores virtudes que se possa ter. Na verdade, reconheço que não sou humilde, e sim contrário, mas também sei que pelo menos luto para não deixar essa soberba tomar conta, porque é ridículo demais o cara se achar. O cara que é arrogante muitas vezes deprecia aqueles que estão ao seu redor e por isso sempre vai ter alguém ali pra dar risada da queda ou erro dele. Mas o humilde nao. O humilde tem o direito de errar, ele fica a vontade pra errar. Mas também não é ser a vítima que fica dizendo que não é nada e bla bla bla, porque isso também é ridículo.
Por isso o melhor é você baixar sua bola e ficar de boa, porque você só tem a ganhar com isso.
Por isso o melhor é você baixar sua bola e ficar de boa, porque você só tem a ganhar com isso.
Singularidades...
Talvez isso seja algo comum da juventude, mas diversos pensamentos e reflexões passaram a povoar a minha mente nos últimos dois anos. Questões como Qual o sentido da vida?, Existe realmente algo além dessa passagem na terra? e tantas outras.
A imortalidade da alma é uma das crenças mais antigas da história da humanidade. A idéia de que nós, seres humanos, somos mais do que simples corpos que vivem alguns anos é algo que me leva a uma profunda reflexão sobre diversas questões, e uma delas é o que somos realmente. Uma das principais características que nos faz realmente únicos é a nossa capacidade de pensar. Passei a me interessar por esses assuntos e estudar como os mais incríveis seres humanos utilizaram esse dom que possuímos.
Dentre eles, os que mais me interessaram foram Sócrates, Mahatma Gandhi e Jesus Cristo, pois possuíam algo que aprendi ser uma das melhores características que podemos ter: a fidelidade a si mesmo. Ainda que pareça meio idealista, mas a capacidade de não ser vítima de si mesmo e de se conservar racional e fiel àquilo que você acredita, mesmo nas circunstâncias mais adversas, talvez seja um segredo para o sucesso nas relações sociais, pessoais e até mesmo afetivas. Percebi que eles acreditavam que trair a si mesmo era uma das maiores desonras que o ser humano poderia cometer a si próprio. Acho que por isso que livros filosóficos como a Bíblia advirtam cuidados sobre tudo aquilo que é tendencioso ao descontrole humano, como, por exemplo, o uso de drogas.
Por isso, agradeçamos aos artistas e pensadores renascentistas, aos filósofos iluministas, aos cientistas e filósofos dos séculos XVI e XVII e tantos outros que nos abriram as janelas da iluminação em meio a um mundo de trevas para o pensamento racional. Ainda assim, não é bom ser ingênuo e reconhecer os limites desse saber racional, pois, pelo pouco de História que pude estudar, percebi que nem sempre a instrução torna o homem melhor. É preciso conservar a humanidade conquistada pelas experiências sentimentais e muitas vezes irracionais as quais passamos. Talvez seja bom manter a essência boa da heteronomia que formamos no decorrer da nossa vida.
A imortalidade da alma é uma das crenças mais antigas da história da humanidade. A idéia de que nós, seres humanos, somos mais do que simples corpos que vivem alguns anos é algo que me leva a uma profunda reflexão sobre diversas questões, e uma delas é o que somos realmente. Uma das principais características que nos faz realmente únicos é a nossa capacidade de pensar. Passei a me interessar por esses assuntos e estudar como os mais incríveis seres humanos utilizaram esse dom que possuímos.
Dentre eles, os que mais me interessaram foram Sócrates, Mahatma Gandhi e Jesus Cristo, pois possuíam algo que aprendi ser uma das melhores características que podemos ter: a fidelidade a si mesmo. Ainda que pareça meio idealista, mas a capacidade de não ser vítima de si mesmo e de se conservar racional e fiel àquilo que você acredita, mesmo nas circunstâncias mais adversas, talvez seja um segredo para o sucesso nas relações sociais, pessoais e até mesmo afetivas. Percebi que eles acreditavam que trair a si mesmo era uma das maiores desonras que o ser humano poderia cometer a si próprio. Acho que por isso que livros filosóficos como a Bíblia advirtam cuidados sobre tudo aquilo que é tendencioso ao descontrole humano, como, por exemplo, o uso de drogas.
Por isso, agradeçamos aos artistas e pensadores renascentistas, aos filósofos iluministas, aos cientistas e filósofos dos séculos XVI e XVII e tantos outros que nos abriram as janelas da iluminação em meio a um mundo de trevas para o pensamento racional. Ainda assim, não é bom ser ingênuo e reconhecer os limites desse saber racional, pois, pelo pouco de História que pude estudar, percebi que nem sempre a instrução torna o homem melhor. É preciso conservar a humanidade conquistada pelas experiências sentimentais e muitas vezes irracionais as quais passamos. Talvez seja bom manter a essência boa da heteronomia que formamos no decorrer da nossa vida.
O Haiti não é aqui... mas pela vida afora
Quando temos a oportunidade de testemunhar uma tragédia tão colossal como essa, no Haiti, é que então paramos e refletimos sobre diversas coisas. É estranho como facilmente aproximamos pessoas a um número, ou como vemos uma multidão simplesmente como uma multidão, sem reconhecer cada pessoa. Estranho porque dessa forma deixamos de perceber que ali se acaba toda uma história de vida, tanto já vivida como que ainda seria vivida.
Além disso, ainda tem as dores morais, que continuam nas vidas que ainda permanecessem vivas. E essas, sim, são piores que as dores físicas. Eu daria, sei lá, uma mão pra não fazer ou passar por certas coisas, como, por exemplo, remorso. Aquela sensação de que você fez mal a alguém que você ama. Outra ruim é a decepção, tanto com pessoas como projetos pessoais. Outra, e talvez uma das piores, é a saudade. Mas não aquela saudade boa, que o que amamos passa um dia, uma semana distante e logo volta, mas a saudade que cria um vazio, daquilo que foi e não volta mais. Esse deve ser o clima no Haiti, como se não bastasse os problemas sociais e econômicos que o país vive, ainda terão que lidar com uma crise moral.
Acho que essas coisas acontecem para que então possamos rever nossa posição como seres humanos, que somos frágeis e suscetíveis a males tão facilmente. Agradeço ao bom Deus por tudo tenho. Hoje reconheço que nenhuma das condições materias que possuo foram obtidas por conquistas pessoais, mas apenas porque nasci na família que nasci. Sem dúvidas, devo eternas gratidões ao misericordioso Mestre.
Além disso, ainda tem as dores morais, que continuam nas vidas que ainda permanecessem vivas. E essas, sim, são piores que as dores físicas. Eu daria, sei lá, uma mão pra não fazer ou passar por certas coisas, como, por exemplo, remorso. Aquela sensação de que você fez mal a alguém que você ama. Outra ruim é a decepção, tanto com pessoas como projetos pessoais. Outra, e talvez uma das piores, é a saudade. Mas não aquela saudade boa, que o que amamos passa um dia, uma semana distante e logo volta, mas a saudade que cria um vazio, daquilo que foi e não volta mais. Esse deve ser o clima no Haiti, como se não bastasse os problemas sociais e econômicos que o país vive, ainda terão que lidar com uma crise moral.
Acho que essas coisas acontecem para que então possamos rever nossa posição como seres humanos, que somos frágeis e suscetíveis a males tão facilmente. Agradeço ao bom Deus por tudo tenho. Hoje reconheço que nenhuma das condições materias que possuo foram obtidas por conquistas pessoais, mas apenas porque nasci na família que nasci. Sem dúvidas, devo eternas gratidões ao misericordioso Mestre.
Meu Brasil brasileiro...
Anos de eleições e vou poder votar pela primeira vez na minha vida. Sinto-me seguro ao que quero, mas não tanto em relação ao meu voto. Apesar de não saber muito nem pouco dessa área política, sei que os candidatos vendem idéias que talvez não realizem, porque logo que tomam posse representarão os interesses das camadas sociais que são a essência do seu partido. E é por isso que pretendo passar longe desses representantes da elite brasileira, pois se esse governo neoliberal volta aí, pode ser que grande parte das políticas públicas criadas nesse governo atual, para atingir principalmente as camadas menos favorecidas, corra o risco de receber menos assistência e atenção; fora que o dinheiro de todas essas riquezas descobertas recentemente tem grande chance de ir parar na mão de poucos.
Às vezes paro pra pensar e vejo que num país como o nosso é inacreditável como parte da classe média ainda tem a coragem de abrir a boca pra falar mal dos míseros benefícios que o governo dá pro pobre. É triste ainda ver pessoas que não valorizam a vida que têm, que desperdiçam comida e que gastam tanto em coisas tão supérfluas reproduzindo discursos que os 100 reais que o governo dá pro pobre é assistencialismo. É realmente incrível como no Brasil, numa desigualdade social imensurável, quando o governo vem amenizar o arcaico problema da concentração de renda no país fornecendo o mínimo pro pobre miserável, ainda é possível ouvir uns discursos desses. Essas pessoas não têm a mínima idéia do que é miséria ou provavelmente sempre tiveram comidinha na mesa, caminha quente e necessidades supridas. Pessoa que não tem idéia do que é miséria fala o que quer. Nunca fui pobre nem passei necessidade, mas conheço um pouco dessa realidade.
Às vezes paro pra pensar e vejo que num país como o nosso é inacreditável como parte da classe média ainda tem a coragem de abrir a boca pra falar mal dos míseros benefícios que o governo dá pro pobre. É triste ainda ver pessoas que não valorizam a vida que têm, que desperdiçam comida e que gastam tanto em coisas tão supérfluas reproduzindo discursos que os 100 reais que o governo dá pro pobre é assistencialismo. É realmente incrível como no Brasil, numa desigualdade social imensurável, quando o governo vem amenizar o arcaico problema da concentração de renda no país fornecendo o mínimo pro pobre miserável, ainda é possível ouvir uns discursos desses. Essas pessoas não têm a mínima idéia do que é miséria ou provavelmente sempre tiveram comidinha na mesa, caminha quente e necessidades supridas. Pessoa que não tem idéia do que é miséria fala o que quer. Nunca fui pobre nem passei necessidade, mas conheço um pouco dessa realidade.
Time
A few days ago I remembered times when I used to meet with some old friends and how we began to remember experiences and times we had passed. We were remembering every little detail, every moment, always with our minds far away and really missing those old moments. I used to leave these conversations thinking "Oh gosh... Why do these times not come back?" or in questions like these, but just in a few moments I would forget them and just say: Yeah. That's life.
But remembering this today I realized that our life is not static. Changes occur every day, in both people and in our present. The responsibilities change, people grow and take different paths of us, our friends move and live in distant places, we change and things do not come back as they were before. Unfortunately, this is something hard to be accepted, because we want to keep certain things, keep magical moments as they were eternal, but that's not reality. Time is not something that is under our control. We just walk over it in one direction, without being able to jump forward or take backward steps. However, there is one thing we can do: do not let your best days stay in the past, but write them constantly in your present.
So, may we remember every good time we had and really rejoice with them. May we regret the bad times, always trying to grow through them. But let us know especially how to stand up and see the Future rising in the horizon, understanding that our memories should continue as what they really are: the past.
But remembering this today I realized that our life is not static. Changes occur every day, in both people and in our present. The responsibilities change, people grow and take different paths of us, our friends move and live in distant places, we change and things do not come back as they were before. Unfortunately, this is something hard to be accepted, because we want to keep certain things, keep magical moments as they were eternal, but that's not reality. Time is not something that is under our control. We just walk over it in one direction, without being able to jump forward or take backward steps. However, there is one thing we can do: do not let your best days stay in the past, but write them constantly in your present.
So, may we remember every good time we had and really rejoice with them. May we regret the bad times, always trying to grow through them. But let us know especially how to stand up and see the Future rising in the horizon, understanding that our memories should continue as what they really are: the past.
Living and Learning
Once my sociology professor from high school said the human being was necessarily a gregarious being(has to walk in groups). I was thinking about it and came to the conclusion that it was just a nonsense that came from that teacher, which was nothing new, because he was not really that good. But a few days ago I watched the movie Up in the Air, which is not the greatest movie, but it makes you reflect on life stages, and that reminded me about my professor.
I realized that a time comes in life that is almost inevitable to start your own family. There is a certain age which becomes strange to follow your path without having someone by your side, someone building a parallel life with you. A few years ago, I used to think it would be easy to get out from under my parents’ wings and then have a life alone, cool, no thoughts about marriage, children or anything like it. But now I realize that there is time for everything, that our life is like a puzzle where each piece has to be seated at the right time and right way. Maybe we are really gregarious by nature. Not necessarily gregarious, because there are many people who live without following this rule; but most of us humans, we feel good having someone on our side.
All this also makes me think about something else: how much we change. About three years ago I was a completely different person. When we are living the change we do not realize differences, but if we stop and look to the past we can see how different we are now. I also realized how much people we know have a crucial role in these changes. That is what happened in my life. In recent years I have met wonderful people. Some were amazing teachers and others just simple classmates, but they made me change my way of thinking about almost everything, and even change my character.
I realized that a time comes in life that is almost inevitable to start your own family. There is a certain age which becomes strange to follow your path without having someone by your side, someone building a parallel life with you. A few years ago, I used to think it would be easy to get out from under my parents’ wings and then have a life alone, cool, no thoughts about marriage, children or anything like it. But now I realize that there is time for everything, that our life is like a puzzle where each piece has to be seated at the right time and right way. Maybe we are really gregarious by nature. Not necessarily gregarious, because there are many people who live without following this rule; but most of us humans, we feel good having someone on our side.
All this also makes me think about something else: how much we change. About three years ago I was a completely different person. When we are living the change we do not realize differences, but if we stop and look to the past we can see how different we are now. I also realized how much people we know have a crucial role in these changes. That is what happened in my life. In recent years I have met wonderful people. Some were amazing teachers and others just simple classmates, but they made me change my way of thinking about almost everything, and even change my character.
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