Uma vez meu professor de sociologia do segundo ano colegial disse que o ser humano era um ser necessariamente gregário (que anda acompanhado, em bando). Fiquei pensando sobre aquilo e cheguei à conclusão de que era só mais uma baboseira que vinha daquele professor, o que não era novidade, porque ele nem era mesmo tão bom. Mas esses dias assisti o filme Amor sem Escalas, que, apesar de não ser um filmão, te faz refletir sobre as etapas da vida e tal; e aí voltei a pensar sobre isso.
Pensei como chega uma época na vida que é praticamente inevitável a necessidade de se constituir uma família própria. Acho que numa determinada idade fica estranho você seguir os seus caminhos sem ter alguém ao seu lado, alguém construindo paralelamente uma vida contigo. Antigamente achava que era muito fácil sair debaixo das asas dos pais e então ter uma vida sozinho, de boa, sem ter a necessidade de casamento, filhos ou coisa parecida. Mas hoje percebo que há tempo pra tudo, que a nossa vida é como um quebra-cabeça, onde cada peça deve ser encaixada no momento certo e da maneira certa (putz... que metáfora clichê). Talvez sejamos mesmo gregários por natureza, não necessariamente gregários, porque tem muita gente que vive sem seguir essa regra, mas grande parte de nós, seres humanos, nos sentimos bem tendo alguém ao lado.
Tudo isso também me faz pensar sobre outra coisa: o quanto mudamos. Quando estamos vivendo na mudança ou vivendo a própria mudança nem percebemos diferenças, mas ao olhar, sei lá, de uns três anos até o hoje vemos o quanto mudamos. Também percebi quanto as pessoas que conhecemos têm papel determinante nessas mudanças. Tiro isso por mim mesmo. Nesses últimos anos, conheci pessoas maravilhosas, desde incríveis professores a simples colegas de sala, os quais me fizeram mudar minha maneira de pensar sobre quase tudo, ver a vida por um novo prisma e até mesmo adquirir valores.