Anos de eleições e vou poder votar pela primeira vez na minha vida. Sinto-me seguro ao que quero, mas não tanto em relação ao meu voto. Apesar de não saber muito nem pouco dessa área política, sei que os candidatos vendem idéias que talvez não realizem, porque logo que tomam posse representarão os interesses das camadas sociais que são a essência do seu partido. E é por isso que pretendo passar longe desses representantes da elite brasileira, pois se esse governo neoliberal volta aí, pode ser que grande parte das políticas públicas criadas nesse governo atual, para atingir principalmente as camadas menos favorecidas, corra o risco de receber menos assistência e atenção; fora que o dinheiro de todas essas riquezas descobertas recentemente tem grande chance de ir parar na mão de poucos.
Às vezes paro pra pensar e vejo que num país como o nosso é inacreditável como parte da classe média ainda tem a coragem de abrir a boca pra falar mal dos míseros benefícios que o governo dá pro pobre. É triste ainda ver pessoas que não valorizam a vida que têm, que desperdiçam comida e que gastam tanto em coisas tão supérfluas reproduzindo discursos que os 100 reais que o governo dá pro pobre é assistencialismo. É realmente incrível como no Brasil, numa desigualdade social imensurável, quando o governo vem amenizar o arcaico problema da concentração de renda no país fornecendo o mínimo pro pobre miserável, ainda é possível ouvir uns discursos desses. Essas pessoas não têm a mínima idéia do que é miséria ou provavelmente sempre tiveram comidinha na mesa, caminha quente e necessidades supridas. Pessoa que não tem idéia do que é miséria fala o que quer. Nunca fui pobre nem passei necessidade, mas conheço um pouco dessa realidade.
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