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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Singularidades...

Talvez isso seja algo comum da juventude, mas diversos pensamentos e reflexões passaram a povoar a minha mente nos últimos dois anos. Questões como Qual o sentido da vida?, Existe realmente algo além dessa passagem na terra? e tantas outras.

A imortalidade da alma é uma das crenças mais antigas da história da humanidade. A idéia de que nós, seres humanos, somos mais do que simples corpos que vivem alguns anos é algo que me leva a uma profunda reflexão sobre diversas questões, e uma delas é o que somos realmente. Uma das principais características que nos faz realmente únicos é a nossa capacidade de pensar. Passei a me interessar por esses assuntos e estudar como os mais incríveis seres humanos utilizaram esse dom que possuímos.

Dentre eles, os que mais me interessaram foram Sócrates, Mahatma Gandhi e Jesus Cristo, pois possuíam algo que aprendi ser uma das melhores características que podemos ter: a fidelidade a si mesmo. Ainda que pareça meio idealista, mas a capacidade de não ser vítima de si mesmo e de se conservar racional e fiel àquilo que você acredita, mesmo nas circunstâncias mais adversas, talvez seja um segredo para o sucesso nas relações sociais, pessoais e até mesmo afetivas. Percebi que eles acreditavam que trair a si mesmo era uma das maiores desonras que o ser humano poderia cometer a si próprio. Acho que por isso que livros filosóficos como a Bíblia advirtam cuidados sobre tudo aquilo que é tendencioso ao descontrole humano, como, por exemplo, o uso de drogas.

Por isso, agradeçamos aos artistas e pensadores renascentistas, aos filósofos iluministas, aos cientistas e filósofos dos séculos XVI e XVII e tantos outros que nos abriram as janelas da iluminação em meio a um mundo de trevas para o pensamento racional. Ainda assim, não é bom ser ingênuo e reconhecer os limites desse saber racional, pois, pelo pouco de História que pude estudar, percebi que nem sempre a instrução torna o homem melhor. É preciso conservar a humanidade conquistada pelas experiências sentimentais e muitas vezes irracionais as quais passamos. Talvez seja bom manter a essência boa da heteronomia que formamos no decorrer da nossa vida.

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