Orkut, Twitter, Formspring, MSN. Idéias criativas e verdadeiras revoluções, as quais se tornaram tão populares na nossa geração que é difícil conhecer alguém que não possua uma conta num desses. A questão está no fato de que todos eles meio que induzem você a vender uma imagem própria e divulgar a sua vida e personalidade à outras pessoas, o que pode ser algo bom ou ruim. Bom porque as coisas boas que você aprende ou vive podem ser facilmente absorvidas e vistas por pessoas as quais você gostaria de atingir, mas por outro lado um problema surge quando isso se torna algo que foge ao seu controle.
Antes não via, mas hoje percebo que é mais e mais comum ver pessoas ao meu redor que valorizam excessivamente a necessidade de serem vistos e reconhecidos. Por isso, acabam fazendo quase tudo com a intenção de serem notados e elogiados. Realizam coisas sempre com a intenção de receberem calorosos aplausos pelo espetáculo que fazem das suas próprias vidas. O problema é que quando isso acontece, a pessoa pode passar a depender essencialmente de pessoas lhe observando e assistindo, e se não houver admiradores na sua platéia, um certo desespero se instala. Viver de uma maneira que as suas atitudes não tenham o objetivo de trazer satisfação própria revela uma certa crise de identidade, pois acaba existindo um vazio quando a pessoa olha para si própria e busca entender o porquê de estar fazendo certas coisas e onde se encontra a sua essência.
Além disso, o nosso verdadeiro caráter é revelado no escuro, distante dos olhares alheios, onde provamosa nós mesmos quem realmente somos. Precisamos olhar para o nosso interior e reconhecer valores e princípios que sejam nobres o suficiente para nos valorizarmos, porque à medida que nos valorizamos passamos a nos respeitar, e depois de nos respeitarmos exigimos que os que se encontram ao nosso redor nos respeitem. Não podemos requerer reverência dos outros quando não reconhecemos o devido valor que possuímos. A nobreza interior é a semente para a colheita do respeito exterior.
Portanto, que vivamos como protagonistas no palco da nossa própria existência, mas que possamos estar de rosto limpo, sendo eternamente fiéis e honestos diante da platéia que nos acompanhará pelo resto das nossas vidas: nós mesmos.
rapaz fantástica a expressão a cerca do auto conhecimento, até porque vemos diante do espelho o silencio de nossas faces que nos faz saber quem somos. é engraçado que a plateia é sempre requerida pelo desejo do coração humano!
ResponderExcluiro nome disso é fama!haha aparência, quanto tempo não se gasta com tanto desejo de ser visto, tudo por nada mais nada menos a carência de ser aceito, amado e desejado!
Caraca dava pra fazer filosofia, enfim many things in here!
ítalo R. Costa.